Fortaleza de paisagem deslumbrante | homify
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Fortaleza de paisagem deslumbrante

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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Em Torres Novas, mais precisamente em Pedrogão é onde se localiza o projecto habitacional de hoje. O arquitecto Paulo Henrique Durão do gabinete Phyd Arquitectura foi quem idealizou todo o projecto e fez das suas ideias a realidade que apresentamos hoje. Já em outros projectos lhe mostrámos a linguagem que insere em cada projecto, caracterizados por linhas geométricas simples e de grande modernidade, destacando-se sempre a preocupação da inserção dos mesmos no ambiente e na natureza. 

O projecto de hoje não é excepção ou não fosse o enquadramento e a paisagem os responsáveis por muito do que o próprio é. Com uma área de 285 m2 de construção esta habitação quase se funde na paisagem num plano horizontal muito especial, numa relação de leveza e peso e de contrastes constantes.

Com sede em Lisboa, a Phyd Arquitectura tem vindo a desenvolver projectos em diferentes escalas e contextos, contribuindo no campo teórico com um conjunto de publicações que tratam em especial o tema do Tempo em Arquitectura.

Fotografia:  Montserrat Zamorano Gañán

De baixo do solo, sobre o ar

A minha relação com o tempo é, antes de mais, muito particular  tentando exprimi-lo de uma maneira gráfica; entendo o tempo como uma grande tela, uma tela imensa, onde os acontecimentos se projectam todos, desde os primeiros até aos agora mesmo. Nessa tela, tudo está ao lado de tudo, numa espécie de caos, como se o tempo fosse comprimido e além de comprimido espalmado, sobre essa superfície; e como se os acontecimentos, os factos, as pessoas, tudo isso aparecesse ali não diacronicamente arrumado, mas numa outra arrumação caótica, na qual depois seria preciso encontrar um sentido

A ideia de tempo, templo plano, descrito pelas palavras de Saramago, foi o que o Phy Arquitectura tentou construir. A arquitectura como instrumento de captação de sítios, topografias, paisagens..em que cada projecto desempenha apenas a missão de reter e dispor, de organizar usos e qualidades do próprio sitio. Um tempo plano, arrumado pela topografia, pela função e pela qualificação do espaço.

O enquadramento

Foi na construção de uma habitação em plano horizontal com o objectivo de capturar o sitio e as vivências que tudo começou. Sentiu-se a necessidade de encontrar uma ligação lógica entre todos os espaços e paisagens. Nesta casa, entra-se a partir da cobertura e de seguida se desce-se em direcção ao interior. Aqui vive-se a sensação de se viver abaixo do solo e ao mesmo tempo sobre o ar, já que o desnível/configuração do terreno assim o permite.

Contrastes saudáveis

Respira-se um contraste enorme neste projecto, obtido na relação entre a leveza e o peso da arquitectura, dos materiais e dos planos fechados e abertos. A leveza construída, é incrivelmente conseguida com volumes arquitectónicos de cimento e de vários vãos em vidro, que se abrem de forma grandiosa para o exterior.

Os volumes de linhas geométricas simples aparentam falta de preocupação a nível dos acabamentos, mas é exactamente essa imagem e linguagem que se quer fazer passar. Conseguindo quase a mesma passar despercebida entre a vegetação e paisagem.

Paisagem infinita

Algumas paredes são completamente em vidro o que permite uma sensação de liberdade de movimentos e de visão para o exterior. O pavimento é em madeira, mas também nos interiores o material cimento é deixado no seu estado natural. Um telescópio colocado na esquina do espaço permite observar o céu em noites estreladas. A zona em vidro faz esquina e de certo conseguirá baralhar visualmente o leitor, já que a visão é completamente contemporânea sobre a natureza e por ser totalmente em vidro não se detectam esquinas ou intersecções de paredes.

A zona em madeira no interior continua para o exterior – mais uma vez a linguagem é a mesma, não existindo confusões e diferentes materiais ou acabamentos. Ao fundo deste terraço em madeira que parede flutuar na floresta uma piscina de tons esverdeados convida a banhos prolongados.

Os interiores

Dos interiores temos poucas imagens que mostrem o quão valiosos também o são. Mais uma vez o material cimento aparece aplicado ao expoente máximo, numa continuação de linguagem. Nesta divisão a luz natural faz-se chegar por clarabóias de acesso directo ao exterior.

Percebe-se a verde, uma zona de banho de generosas dimensões e na parede de fundo branca, uma enorme zona de armazenamento.

A luz nos interiores

Aqui, em pormenor vêem-se as aberturas feitas no tecto para deixar a luz natural entrar e ocupar os interiores. Repare como o tratamento do material não existe e como as aberturas foram feitas de forma nua e crua.

Ao luar

Com o anoitecer percebe-se onde se põe o sol e ao longe avistam-se luzes que indicam outras moradias. A luz interior quando anoitece é forte e consegue iluminar de certa forma alguma zona circundante no exterior. A luz amarelada faz-nos querer conhecer o interior e permanecer a olhar na escuridão e na piscina como único ponto de luz.

Se gostou deste projecto e ficou com curiosidade sobre mais projectos com assinatura Phyd veja mais um excelente exemplo, aqui, em que mais uma vez o cimento foi usado como material estrutural e principal.

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